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Economista - 2014


Página 1  •  Total 50 questões
136075Questão 1|Português|superior
2014
CONSULPLAN

As verdades da razão

Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.

[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.

[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.

(

Fernando Savater. “

As verdades da razão

”.

In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001

.)

De acordo com os recursos e a estruturação textual utilizados, é correto afirmar que o texto apresentado tem por objetivo principal

  • A

    organizar informações pertinentes de modo objetivo.

  • B

    persuadir o leitor, convencendo-o acerca da ideia defendida pelo articulista.

  • C

    expor o ponto de vista do autor em um texto predominantemente objetivo.

  • D

    discutir as reações do ser humano diante das angústias existenciais vividas no século XXI.

136076Questão 2|Português|superior
2014
CONSULPLAN

As verdades da razão

Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.

[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.

[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.

(

Fernando Savater. “

As verdades da razão

”.

In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001

.)

Os termos destacados em “Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.” (3º§) indicam, respectivamente, uma relação de

  • A

    ressalva e explicação.

  • B

    oposição e finalidade.

  • C

    oposição e explicação.

  • D

    explicação e finalidade.

136077Questão 3|Português|superior
2014
CONSULPLAN

As verdades da razão

Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.

[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.

[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.

(

Fernando Savater. “

As verdades da razão

”.

In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001

.)

Em uma oração, os termos se relacionam entre si em uma relação de dependência. A partir de tal aspecto, analise as assertivas a seguir e identifique a correta .

  • A

    Em “ atender a vozes ” (1º§), “a” pode ser substituído por “às” sem que haja alteração de sentido.

  • B

    Em “ algo que inventamos ao nos comunicar ” (1º§), “ao” pode ser substituído por “à” se “nos” for eliminado.

  • C

    Em “ Oferecemos nossa opinião aos outros ” (2º§), a preposição é obrigatória, de acordo com o termo regente.

  • D

    Em “ consiste em decidir-se ” (1º§), “em” estabelece a mesma relação vista no uso da locução “por intermédio de”.

136078Questão 4|Português|superior
2014
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As verdades da razão

Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.

[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.

[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.

(

Fernando Savater. “

As verdades da razão

”.

In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001

.)

“A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós.” (3º§). Nessa frase, o autor utiliza a ________________ de uma ________________ entre dois elementos distintos: ________________ e ________________ para tornar mais clara a ideia sobre ________________. Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.

  • A

    afirmação / analogia / razão / disputas / razão

  • B

    intercalação / comparação / razão / emoção / verdade

  • C

    negação / comparação / razão / árbitro semidivino / razão

  • D

    comparação / situação / dentro de nós / entre nós / verdade

136079Questão 5|Português|superior
2014
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As verdades da razão

Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.

[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.

[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.

(

Fernando Savater. “

As verdades da razão

”.

In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001

.)

Considerando as várias funções da vírgula e sua importância, identifique o motivo pelo qual as vírgulas foram empregadas em “[...] e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia.” (3º§).

  • A

    Separar uma enumeração.

  • B

    Separar expressões retificativas.

  • C

    Separar uma aposição explicativa.

  • D

    Separar termos que serão retomados por pronome.

136080Questão 6|Português|superior
2014
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As verdades da razão

Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. “Conversar” não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa - sobretudo só se discute - entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis. [...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.

[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam “onde estamos e quem somos”. E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.

[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também - e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda - devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades.

(

Fernando Savater. “

As verdades da razão

”.

In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001

.)

26dc47258a5ae2b51da2729ff23531a4ce53d2b08f2c3e08711572c8801593c5-6-0..jpg

Considerando as ideias do articulista do texto e comparando-as à charge, é correto afirmar que

  • A

    a charge demonstra uma crítica a determinado comportamento visto negativamente pelo autor do texto “As verdades da razão”.

  • B

    os personagens da charge demonstram atitudes que exemplificam e estão de acordo com o posicionamento do articulista.

  • C

    a charge exemplifica o expresso em “[…] caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades .” (3º§).

  • D

    apesar da expressão nos cartazes segurados pelos personagens, a charge não demonstra qualquer tipo de aproximação do texto quanto ao tema abordado.

136081Questão 7|Português|superior
2014
CONSULPLAN

26dc47258a5ae2b51da2729ff23531a4ce53d2b08f2c3e08711572c8801593c5-7-0.jpg Quanto à linguagem utilizada na mensagem expressa nos cartazes levados pelos personagens da charge , é correto afirmar que a substituição por “ Me sigam até a verdade ” implicaria

  • A

    uma aproximação maior com o público leitor através do uso de uma linguagem atual.

  • B

    inadequação linguística, incorrendo em incompreensão da mensagem a ser transmitida.

  • C

    desacordo do uso quanto à colocação do pronome oblíquo de acordo com a norma padrão.

  • D

    uma manifestação de caráter popular em que há preocupação com o uso da norma padrão da língua.

136082Questão 8|Raciocínio Lógico|superior
2014
CONSULPLAN

Em três xícaras – uma grande, uma média e uma pequena – foram colocadas uma certa quantidade de chá com temperaturas diferentes. Considere que:

ou a xícara grande recebeu chá morno ou a xícara média recebeu a menor quantidade de chá; • a quantidade de chá colocada na xícara maior foi inferior à da xícara que recebeu chá quente, e a xícara pequena não foi a que recebeu a maior quantidade de chá; • o chá frio não foi colocado na xícara média e a xícara pequena recebeu mais chá do que a de tamanho grande .

Desejando servir uma criança com chá morno, um adolescente com chá frio e um adulto com chá quente, deve-se entregar a eles, respectivamente, as xícaras

  • A

    pequena, grande e média.

  • B

    média, pequena e grande.

  • C

    grande, pequena e média.

  • D

    grande, média e pequena.

136083Questão 9|Raciocínio Lógico|superior
2014
CONSULPLAN

Um pai comprou 6 barras de chocolate e pretende entregar 1 para cada um de seus 6 filhos. Se 2 dessas barras são de chocolate branco e as demais, de chocolate preto, de quantas formas ele poderá distribuir as barras?

  • A
  • B
  • C
  • D
136084Questão 10|Raciocínio Lógico|superior
2014
CONSULPLAN

Considere os seguintes dados de certo ano:

foi ano da segunda metade do século XX; • começou num domingo e terminou numa segunda-feira; • a soma de seus algarismos é 22.

O ano em questão é

  • A
  • B
  • C
  • D
Economista - 2014 | Prova