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Técnico Policial de Necropsia - 2022


Página 6  •  Total 60 questões
13903Questão 51|Biologia|médio

A análise genética de amostras biológicas usadas em perícias de investigação de parentesco e de identificação de restos cadavéricos é feita, em geral, com o uso de DNA nuclear.

No entanto, em determinadas situações, é possível utilizar o DNA extraído de outra organela, o(a):

  • A

    peroxissomo, cuja herança é frequentemente biparental;

  • B

    mitocôndria, cuja herança é predominantemente uniparental materna;

  • C

    lisossomo, cuja herança é predominantemente uniparental paterna, sendo raramente materna;

  • D

    retículo endoplasmático rugoso, cuja herança é exclusivamente biparental;

  • E

    complexo golgiense, cuja herança é uniparental, materna ou paterna.

13904Questão 52|Medicina|médio

A putrefação é dividida em quatro períodos, sendo o último a esqueletização, no qual há exposição de ossos e dentes. Sua concretização pode durar mais de três anos e com o tempo essas estruturas se tornam mais leves, frágeis e quebradiças.

Com relação aos ossos longos humanos, analise as afirmativas a seguir.

I. O periósteo é formado por uma membrana branca resistente e fibrosa. Nele se fixam ligamentos e tendões.

II. A diáfise corresponde à extremidade de um osso longo.

III. Ossos possuem espaços, ainda que microscópicos, que permitem a passagem de vasos sanguíneos necessários à manutenção da vida das células ósseas.

Está correto o que se afirma em:

  • A

    somente I;

  • B

    somente II;

  • C

    somente III;

  • D

    somente I e III;

  • E

    I, II e III.

13905Questão 53|Medicina|médio

A antropologia forense utiliza tabelas que relacionam medidas de partes do corpo para estimar a estatura dos indivíduos.

Em esqueletos completos ou ossos isolados, podem ser utilizadas para tal as medidas dos ossos longos do esqueleto apendicular superior, como:

  • A

    o úmero e o rádio;

  • B

    o fêmur e a tíbia;

  • C

    a tíbia e o úmero;

  • D

    a escápula e a clavícula;

  • E

    a clavícula e a fíbula.

13906Questão 54|Medicina|médio

Os ossos de esqueletos masculinos e femininos apresentam algumas diferenças importantes. Por exemplo, diferenças estruturais significativas ocorrem na pelve.

Das características a seguir, é típica da pelve masculina o(a):

  • A

    sacro curto, largo e plano;

  • B

    arco púbico menor que 90°;

  • C

    abertura superior maior e ovalada;

  • D

    acetábulo pequeno;

  • E

    ílio menos vertical.

13907Questão 55|Direito Processual Penal|médio

Maria foi vítima do crime de lesão corporal qualificada, pois o delito foi cometido no contexto de violência doméstica, haja vista que praticado por seu cônjuge João. No caso concreto, João desferiu um soco no rosto de Maria, na frente dos filhos do casal, mas a vítima não pôde comparecer à delegacia de polícia após os fatos, nem mesmo buscar atendimento no hospital, pois João a impediu. Uma semana depois, Maria conseguiu buscar a delegacia de polícia e registrou a ocorrência, mas não foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para realização do auto de exame de corpo de delito (AECD), pois os vestígios do crime já tinham desaparecido. Também não foi possível a realização de AECD indireto, já que não havia boletim de atendimento médico, pois a vítima não foi a hospital.

No caso em tela, estabelece o Código de Processo Penal que:

  • A

    não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta;

  • B

    a realização do exame de corpo de delito, em regra, é facultativa, cabendo ao delegado de polícia decidir se a vítima deve ser submetida à perícia e, em caso de negativa da vítima, haverá sua condução coercitiva;

  • C

    a realização do exame de corpo de delito, em regra, é facultativa, cabendo à vítima decidir se quer se submeter à perícia, exceto em crimes sexuais, em que a perícia é obrigatória;

  • D

    como a infração deixou vestígios, é indispensável o exame de corpo de delito direto, razão pela qual não há como se provar a materialidade delitiva, exceto se houver exame indireto por foto ou vídeo;

  • E

    como a infração deixou vestígios, é indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, razão pela qual não há como se provar a materialidade delitiva, exceto se houver a confissão do investigado.

13908Questão 56|Direito Processual Penal|médio

João, técnico policial de necropsia da Polícia Civil do Estado Alfa, no regular exercício de suas funções, auxiliou peritos legistas na elaboração de exame cadavérico, feito após a exumação do corpo de determinada pessoa, vítima de morte violenta.

Na hipótese narrada, consoante dispõe o Código de Processo Penal, após a juntada da perícia na ação penal, o juiz:

  • A

    não ficará adstrito ao laudo, podendo rejeitá-lo, mas apenas em parte, pois se trata de prova técnica;

  • B

    não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte;

  • C

    ficará adstrito ao laudo, não podendo rejeitá-lo, ainda que em parte, desde que a perícia tenha sido realizada por pelo menos dois peritos;

  • D

    ficará adstrito ao laudo, não podendo rejeitá-lo, ainda que em parte, desde que a perícia tenha sido assinada por pelo menos dois policiais lotados no Instituto Médico Legal;

  • E

    ficará adstrito ao laudo, não podendo rejeitá-lo, ainda que em parte, desde que a perícia tenha sido realizada por pelo menos um perito legista e um técnico de necropsia.

13909Questão 57|Direitos Humanos|médio

Para os efeitos da Lei Maria da Penha, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I) no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II) no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; III) em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.

Nesse contexto, de acordo com a citada lei, as relações pessoais enunciadas acima:

  • A

    requerem, para fins de aplicação da Lei Maria da Penha, que a convivência entre o agressor e a vítima seja atual ou pretérita, nesse caso pelo menos nos últimos cinco anos;

  • B

    requerem, para fins de aplicação da Lei Maria da Penha, que a convivência entre o agressor e a vítima seja atual, não incidindo essa lei específica após o fim do relacionamento;

  • C

    requerem, para fins de aplicação da Lei Maria da Penha, que a convivência entre o agressor e a vítima seja atual ou pretérita, nesse caso pelo menos no último ano;

  • D

    independem de orientação sexual, e a violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos;

  • E

    dependem de orientação sexual, e a violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos fundamentais.

13910Questão 58|Direito Administrativo|médio

João, técnico policial de necropsia da Polícia Civil do Estado Alfa, requereu administrativamente a concessão de abono de permanência, que foi deferida, conforme publicação no Diário Oficial. No dia seguinte à publicação, o diretor do Departamento de Recursos Humanos verificou que o servidor não fazia juz ao abono de permanência, haja vista que ainda não preencheu todos os requisitos legais para tal. Dessa forma, observadas as cautelas legais, o secretário de Polícia Civil anulou o ato anterior de concessão do abono de permanência.

No caso em tela, o princípio implícito da administração pública que embasou o ato de invalidação praticado pelo chefe institucional é o princípio da:

  • A

    intranscendência, e a Administração Pública não pode agir de ofício, isto é, tem que ser provocada a rever o ato;

  • B

    autotutela, e a Administração Pública pode agir de ofício, isto é, sem ser provocada a rever o ato;

  • C

    motivação, segundo o qual a Administração Pública não pode permitir a produção de efeitos ilegais de seus atos, pela teoria dos motivos determinantes;

  • D

    intranscendência, e a Administração Pública pode agir de ofício, isto é, sem ser provocada a rever o ato, desde que assegure o contraditório e a ampla defesa ao interessado;

  • E

    autotutela, mas a Administração Pública não pode agir de ofício, isto é, tem que ser provocada a rever o ato, que deveria ter sido revogado, e não anulado.

13911Questão 59|Direito Administrativo|médio

Maria acaba de ser aprovada em concurso público para o cargo efetivo de técnico policial de necropsia da Polícia Civil do Estado Alfa, inclusive obtendo excelente aproveitamento no curso de formação ministrado pela Acadepol. Em sua primeira lotação que acaba de ser publicada no Diário Oficial, Maria pretendia ser lotada no Instituto Médico Legal sediado na capital do Estado Alfa, mas foi lotada em determinado Posto Regional de Polícia Técnica e Científica (PRPTC), no interior do Estado.

De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, em matéria de classificação do ato administrativo quanto ao grau de liberdade do agente, o ato praticado pelo secretário de Polícia Civil de lotação inicial de Maria no citado PRPTC é um ato:

  • A

    vinculado, pois a lei regulamenta a edição do ato de lotação, não conferindo ao agente público qualquer margem de escolha;

  • B

    composto, pois é formado pela soma de vontades de órgãos públicos, quais sejam, setor de pessoal e chefia de Polícia Civil;

  • C

    discricionário, pois o agente público busca, dentro dos limites da lei, razões de oportunidade e conveniência para praticar o ato;

  • D

    de gestão, que é praticado pelo agente público com a prévia e não vinculante oitiva do servidor interessado, devendo prevalecer o interesse público;

  • E

    de polícia, que restringe direitos individuais do servidor público de escolher sua lotação, em prol do interesse público, devendo o ato ser revisto anualmente.

13912Questão 60|Direito Administrativo|médio

José, técnico policial de necropsia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, praticou o chamado abandono de cargo, na medida em que se ausentou do serviço, sem justa causa, por trinta dias consecutivos. Após regular processo administrativo disciplinar, lhe foi aplicada a sanção da demissão.

No caso em tela, as razões de fato e de direito (e não a exposição dessas razões) que deram ensejo à prática do ato de demissão representam o elemento ou requisito do ato administrativo denominado:

  • A

    motivação;

  • B

    fundamentação;

  • C

    forma;

  • D

    objeto;

  • E

    motivo.