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Com a substituição do segmento grifado pela expressão entre parênteses no final da transcrição, o verbo que deverá ser mantido no singular está em:


98625|Português|superior

Até alguns anos atrás, a palavra biodiversidade era

quase incompreensível para a maioria das pessoas. Hoje, se

ainda não chega a ser um tema que se discuta nos bares, vem

se incorporando cada vez mais na sociedade em geral. Tudo

indica que a variedade de espécies de plantas, animais e

insetos de uma determinada área começa a ser uma

preocupação geral ? a ponto de a ONU considerar 2010 o Ano

Internacional da Biodiversidade.

Mas, ainda que seja um assunto cada vez mais popular,

convencer governos e sociedades de que a biodiversidade tem

importância fundamental para a espécie humana e para o

próprio planeta é uma perspectiva remota. Afinal, a quantidade

de espécies aparentemente não influencia a vida profissional,

social e econômica de quem está mergulhado nas decisões

mais prosaicas do dia a dia.

Como diz Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da 10a

Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade

Biológica, o objetivo desse encontro é "desenvolver um novo

plano estratégico para as próximas décadas, incluindo uma

visão para 2050 e uma missão para a biodiversidade em 2020."

Talvez seja um discurso um pouco vago devido à

urgência dos fatos: nunca, na história do planeta, registrou-se

um número tão grande de espécies ameaçadas. Diariamente,

100 delas entram em processo de extinção e calcula-se que nos

próximos 20 anos mais de 500 mil serão varridas definitivamente

do globo. Tudo isso ocorre, na maior parte, graças à

intervenção humana.

Nessas espécies encontra-se um vasto e generoso

banco genético, cuja exploração ainda engatinha, capaz de

fornecer as mais diferentes soluções para questões humanas

eminentes. Esse fato poderia constituir argumento suficiente

para a preservação das espécies e das áreas em que elas se

encontram. No entanto, o raciocínio conservacionista tem sido

puramente contábil: quanto vale a biodiversidade, qual é o

prejuízo que representa sua diminuição e que investimento é

necessário para mantê-la. Nessa contabilidade, o que entra é

um valor atribuído aos "serviços" ambientais que os biomas

oferecem - como a purificação do ar e da água, o fornecimento

de água doce e de madeira, a regulação climática, a proteção a

desastres naturais, o controle da erosão e até a recreação. E a

ONU avisa: mais de 60% desses serviços estão sofrendo

degradação ou sendo consumidos mais depressa do que

podem ser recuperados.

(Roberto Amado. Revista do Brasil, outubro de 2010, pp. 28-

30, com adaptações)

Com a substituição do segmento grifado pela expressão entre parênteses no final da transcrição, o verbo que deverá ser mantido no singular está em:

  • A

    ... o raciocínio conservacionista tem sido puramente contábil ... (o raciocínio dos conservacionistas)

  • B

    Mas, ainda que seja um assunto cada vez mais popular ... (assuntos cada vez mais populares)

  • C

    ... de quem está mergulhado nas decisões mais prosaicas do dia a dia. (daqueles que)

  • D

    ... nunca, na história do planeta, registrou-se um número tão grande de espécies ameaçadas. (tantas espécies ameaçadas)

  • E

    ... um tema que se discuta nos bares ... (daqueles temas)

    Com a substituição do segmento grifado pela expressão ent...