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No poema Outono, o eu lírico


95967|Português|superior

Outono

O outono de azulejo e porcelana

Chegou! Minha janela é um céu aberto.

E esse estado de graça quotidiana

Ninguém o tem sob outros céus, decerto!

Agora, tudo transluz... tanto mais perto

Quanto mais nossa vista se alontana...

E o morro, além, no seu perfil tão certo,

Até parece em plena via urbana!

Tuas tristezas... o que é feito delas?

Tombaram, como as folhas amarelas

Sobre os tanques azuis... Que desaponto!

E agora, esse cartaz na alma da gente:

ADIADOS OS SUICÍDIOS... Simplesmente

Porque é abril em Porto Alegre... E pronto! 

Mário Quintana. Preparativos de viagem. 2.ª ed.

São Paulo: Editora Globo, 2004 (com adaptações).

No poema Outono, o eu lírico

  • A

    deplora a chegada do outono em Porto Alegre, revelando intenções suicidas.

  • B

    afirma que o outono é um convite a incursões nos morros que circundam Porto Alegre.

  • C

    descreve não somente as próprias emoções, como também as de outras pessoas.

  • D

    deleita-se com a chegada do outono em Porto Alegre, identificando suas emoções com aquelas vivenciadas por pessoas que vivem sob outros céus.

  • E

    considera que a queda das folhas amarelas sobre os tanques azuis representa um alento para pessoas tristes.