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Considerando-se o contexto, nos segmentos análoga à que sucedeu com a pintura moderna (1º parágrafo) e incorporada à forma total da obra de arte (2º parágraf...


74453|Português|superior

Espaço e tempo modernos

Nota-se nos romances mais representativos do século XX uma modificação análoga à que sucedeu com a pintura moderna, modificação que parece ser essencial à estrutura do modernismo. À eliminação do espaço ou da ilusão do espaço, na pintura, parece corresponder, no romance, a da sucessão temporal. A cronologia e a continuidade temporal foram abaladas, "os relógios foram destruídos". O romance moderno nasceu no momento em que Proust, Joyce e Gide começam a desfazer a ordem cronológica, fundindo passado, presente e futuro, fazendo prevalecer o princípio da simultaneidade sobre o da sucessão temporal.

A visão de uma realidade mais profunda, mais real que a do senso comum, é assim incorporada à forma total da obra de arte. O homem já não vive "no tempo", ele passa a "ser tempo", ou seja, a carregar dentro de si a dimensão de um tempo que não apenas flui, mas que problematiza a si mesmo.

(Adaptado de Anatol Rosenfeld. Texto/contexto)

Considerando-se o contexto, nos segmentos

análoga à que

sucedeu com a pintura moderna (1º parágrafo) e

incorporada à forma

total da obra de arte (2º parágrafo), não haverá prejuízo para a correção caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por

  • A

    implícita com a que e adstrita pela forma.

  • B

    ao par da que e introduzida à forma.

  • C

    aproximativa pela que e assimilada diante da forma.

  • D

    à semelhança da que e integrada na forma.

  • E

    próxima com a que e absorta pela forma.