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A expressão É um paradoxo, no segundo parágrafo do texto, aplica-se


70575|Português|superior

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Tempos da arte

    Os tempos mudam, os costumes mudam, mudam as pessoas – e tantas obras de arte ficam. Elas não mudam? Certamente a linguagem em que se plasmaram permanece a mesma, mas os focos de leitura e a recepção delas mudam, e fazem caminhar no tempo o sentido delas. A principal característica de um grande artista é a atualização possível de sua obra. Mais do que “resistir ao tempo”, ela sabe se transformar com ele, acionada pelas mudanças de perspectiva de quem a contempla.

    Artistas grandes produzem objetos que são capazes de refletir dinamicamente a diversidade dos tempos históricos, das culturas nacionais, dos avanços da ciência. São obras por cuja maleabilidade ameaçam eternizar-se, na medida mesma em que funcionam como espelhos possíveis de cada momento. É um paradoxo, este, o de algo permanecer vivo quando tudo que o produziu já feneceu. Podemos contar com as artes como testemunhas dinâmicas que são de seu tempo, do nosso tempo e do que ainda virá.

(Gaudêncio Firmino, inédito)

A expressão É um paradoxo, no segundo parágrafo do texto, aplica-se

  • A

    à longevidade própria das obras de arte que se programaram para uma curta duração.

  • B

    à resistência de uma obra ao passar do tempo que já apagou tudo o que a fizera nascer.

  • C

    ao fato de uma obra de arte durar tanto mais quanto mais apegada às suas origens.

  • D

    à pouca maleabilidade da linguagem das obras de arte que se revelam permanentes.

  • E

    à qualidade das obras de arte que mais resistem às épocas quanto menos as espelham.