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Leia o poema de Ferreira Gullar, em seguida, assinale a alternativa correta a respeito das regras de concordância. NÃO HÁ VAGAS O preço do feijão não cabe no...


60489|Português|médio

Leia o poema de Ferreira Gullar, em seguida, assinale a alternativa correta a respeito das regras de concordância.

NÃO HÁ VAGAS

O preço do feijão

não cabe no poema. O preço

do arroz

não cabe no poema.

Não cabem no poema o gás

a luz o telefone

a sonegação

do leite

da carne

do açúcar

do pão

O funcionário público

não cabe no poema

com seu salário de fome

sua vida fechada

em arquivos.

Como não cabe no poema

o operário

que esmerila seu dia de aço

e carvão

nas oficinas escuras

  • porque o poema, senhores,

está fechado:

"não há vagas"

Só cabe no poema

o homem sem estômago

a mulher de nuvens

a fruta sem preço

O poema, senhores,

não fede

nem cheira

Gullar, Ferreira.In: Toda Poesia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970

  • A

    Há dupla concordância entre o verbo e o sujeito em “Não cabem no poema o gás a luz o telefone...”, ou seja, o verbo da oração poderia estar no singular sem desrespeitar a regra.

  • B

    Percebe-se que o poema, produzido nos anos 70, é extremamente ultrapassado, pois fala de assuntos pertinentes naquela época.

  • C

    Em “...não há vagas...”, admitir-se-ia o verbo “haver” no plural, pois o mesmo está no sentido de existir.

  • D

    Há transgressão das norm as de concordância nominal em: “- porque o poema, senhores, está fechado”, uma vez que o verbo “estar” e o particípio não concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.

  • E

    Em “Só cabe no poema o homem sem estômago a mulher de nuvens a fruta sem preço.” Há incorreção na utilização do verbo “caber", pois o sujeito, ao qual ele se refere, é um sujeito composto, portanto o verbo deveria estarno plural.