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Depreende-se do texto que a solidão


57536|Português|médio

A solidão é distinta do simples fato de se estar sem uma pessoa por perto; da mesma forma, estar acompanhado não é a garantia de eliminá-la. Nos grandes centros urbanos, estamos cercados por milhões de pessoas. Seria aceitável pensar que os solitários eram as antigas pessoas do campo, separadas por quilômetros de um aglomerado.

      Podemos dizer o contrário hoje: nas grandes cidades, o mal da solidão é ainda mais devastador. Concentração demográfica, sim, porém com esvaziamento de laços pessoais e significativos. Grandes condomínios que acumulam histórias paralelas que nunca se encontram. Vizinhos que trocam cumprimentos formais nas áreas comuns, mas sabem que não podem contar com ninguém. Pessoas que não criam vínculos afetivos que tornem a existência mais interessante.

      A solidão sempre deixa um gosto melancólico sobre a experiência da vida. Não estamos falando da doença chamada depressão, em que uma pessoa, contra a vontade, vai perdendo vínculos com o mundo. Estamos falando de algo que não é uma doença psíquica. A solidão é um problema contemporâneo. Isolamento social não é apenas uma situação atípica: transformou-se em verdadeira epidemia.

(Adaptado de: KARNAL, Leandro. O dilema do porco-espinho. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018, edição digital.)

Depreende-se do texto que a solidão

  • A

    é um problema relevante do tempo atual, relacionado à falta de vínculos afetivos significativos.

  • B

    atinge um maior número de indivíduos em regiões com pequena concentração demográfica.

  • C

    afetava com menos intensidade as pessoas que, no passado, viviam em comunidades rurais.

  • D

    acomete indivíduos melancólicos, que espontaneamente passam a evitar a companhia de pessoas próximas.

  • E

    é um transtorno psíquico que, como tal, pode ser diagnosticado e tratado, assim como a depressão.