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Considere as passagens: • Pensei em ir atirá-lo no fundo da Ilha… • Ficou, que remédio. • Os gatitos cresceram e deixamos, na esperança de domarmos algum. As...


51429|Português|superior

Os gatos podem se manifestar?

      Um dia, aconteceu isto: um gatito apareceu no nosso quintal. De abuso, ninguém lhe tinha convidado. Pensei em ir atirá-lo no fundo da Ilha, onde há sempre restos dos restaurantes e suficientemente longe de casa para não aprender o caminho de volta. De fome não morreria, se evitasse outras mortes. Mas ele era engraçado, sem medo do cão nem das pessoas. E o cão adotou-o. Ficou, que remédio. Cresceu. Notamos logo a diminuição de ratos no quintal, tentando entrar em casa. Um dia o gato desapareceu, deixando um vazio. Mais tarde uma gata vadia pariu no quintal, entre as plantas. Os gatitos cresceram e deixamos, na esperança de domarmos algum. Até procurávamos seduzi-los com comida, pois eram muito esquivos, medrosos ou desconfiados. Tinham as suas razões para desconfiarem dos humanos. Desapareceram também. É lógico, na vizinhança há quem não goste de gatos, embora haja ratos que chegue. Havia também umas obras e parece que os trabalhadores gostam de atirar ferramentas aos bichos. Pode ser a causa.

(Pepetela. Crónicas Maldispostas, 2015. Adaptado)

Considere as passagens:

•  Pensei em ir atirá-lo no fundo da Ilha…

•  Ficou, que remédio.

•  Os gatitos cresceram e deixamos, na esperança de domarmos algum.

As passagens permitem, correta e respectivamente, as seguintes interpretações:

  • A

    o narrador pretendia se livrar rapidamente do gato; o narrador mostrou-se incomodado com a presença do gato; o narrador queria desaparecer com os gatinhos.

  • B

    o narrador pretendia exterminar o gato longe de sua casa; o narrador estranhou a permanência do gato; o narrador via outro gato como opção ao desaparecido.

  • C

    o narrador pretendia deixar o gato onde havia alimentos; o narrador aceitou a situação com resignação; o narrador queria outro gato como animal de estimação.

  • D

    o narrador pretendia deixar o gato livre para viver na ilha; o narrador ficou doente com a presença do gato; o narrador queria conter a violência dos gatinhos.

  • E

    o narrador pretendia garantir o bem-estar do gato; o narrador sensibilizou-se com a opção do gato; o narrador queria acabar com os gatinhos, por saudade do desaparecido.