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A reescrita da passagem – É, pois, evidente que o amor de Teresa, declinando de si o dever de obtemperar e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdade...


37483|Português|superior

Leia o excerto a seguir para responder à questão.

    Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de romance dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor dos quinze anos é uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os olhos fitos na ave-mãe, que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amor intenso, como a segunda o que é voar para longe.

    Teresa de Albuquerque devia ser, porventura, uma exceção no seu amor.

    O magistrado e sua família eram odiosos ao pai de Teresa, por motivos de litígios, em que Domingos Botelho lhe deu sentença contra. Afora isso, ainda no ano anterior dois criados de Tadeu de Albuquerque tinham sido feridos na celebrada pancadaria da fonte. É, pois, evidente que o amor de Teresa, declinando de si o dever de obtemperar e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.

    E esse amor era singularmente discreto e cauteloso. Viram-se e falaram-se três meses, sem darem rebate à vizinhança, e nem sequer suspeitas às duas famílias. O destino que ambos se prometiam era o mais honesto: ele ia formar- -se para poder sustentá-la, se não tivessem outros recursos; ela esperava que seu velho pai falecesse para, senhora sua, lhe dar, com o coração, o seu grande patrimônio. Espanta discrição tamanha na índole de Simão Botelho, e na presumível ignorância de Teresa em coisas materiais da vida, como são um patrimônio!

(Camilo Castelo Branco. Amor de Perdição, 1994. Adaptado)

A reescrita da passagem – É, pois, evidente que o amor de Teresa, declinando de si o dever de obtemperar e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte. (3º parágrafo) – mantém o sentido original e atende à norma-padrão em:

  • A

    É, além disso, evidente que o amor de Teresa, recusando de si o dever de humilhar-se e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.

  • B

    É, não obstante, evidente que o amor de Teresa, desviando de si o dever de exaltar e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.

  • C

    É, no entanto, evidente que o amor de Teresa, aproximando de si o dever de acolher e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.

  • D

    É, portanto, evidente que o amor de Teresa, afastando de si o dever de ponderar e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.

  • E

    É, por causa disso, evidente que o amor de Teresa, aumentando de si o dever de submeter-se e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.