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Para o jovem aluno de Literatura, a confissão de Drummond ao seu amigo Mário


33449|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo:

No voo da caneta

      Numa das cartas ao seu amigo Mário de Andrade, assegurava-lhe o poeta Carlos Drummond de Andrade que era com uma caneta na mão que costumava viver as suas maiores emoções.

       Comentando isso numa das minhas aulas de Literatura, atentei para a reação de um jovem aluno: um visível sentimento de piedade por aquele “poeta sitiado e infeliz, homem de gabinete, tímido mineiro que não se atirou à vida” tal como em seguida ele me explicou sua reação.

      Não tive como lhe dizer, naquele momento, que entre as tantas formas de se atirar à vida está a de se valer de uma caneta para perseguir poemas e achar as falas humanas mais urgentes e precisas, essenciais para quem as diz, indispensáveis para quem as ouve, vivas para dentro e para além do tempo e do espaço imediatos. Espero que o jovem aluno logo tenha se convencido de que um poeta torna aberto para todos o universo reflexivo de sua intimidade, onde também podemos reconhecer algo da nossa.

(Aldair Rômulo Siqueira, a publicar)

Para o jovem aluno de Literatura, a confissão de Drummond ao seu amigo Mário

  • A

    trouxe-lhe um impulso de comiseração diante de quem se aliena e foge das experiências reais da vida.

  • B

    pareceu o testemunho de alguém que valoriza cegamente a transcrição das experiências da sua vida.

  • C

    provocou nele um sentimento de insatisfação diante da crença de quem apenas dá valor às paixões mais radicais.

  • D

    soou como uma arrogante declaração de um poeta que julga sua timidez superior à dos outros.

  • E

    perturbou-o a ponto de acusar aqueles poetas que acreditam de fato na eficácia da comunicação verbal.