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Depreende-se do poema


31136|Português|médio

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha

aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela

minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que veem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem

E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

(Alberto Caeiro)

Depreende-se do poema

  • A

    o apego sentimental do poeta pelo rio pouco conhecido que passa pela sua aldeia.

  • B

    a veneração do poeta pelo Tejo, cuja notoriedade percorre diversos países.

  • C

    a nostalgia do poeta em relação ao rio de sua terra natal, apesar de estar próximo ao Tejo.

  • D

    a melancolia do poeta diante da pequenez do rio de sua aldeia em comparação ao Tejo.

  • E

    a grandeza do Tejo, que, no entanto, torna-se pequeno se comparado ao vasto oceano que leva à América.