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Considere as seguintes orações: I. O menino perdeu seus pais. II. A perda dos pais desesperou o menino. III. O menino encontrou a paz da descrença. Essas ora...


30478|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

A “paz da descrença”

   Em antiga entrevista, Millôr Fernandes – um supremo humorista do nosso país – contou uma passagem decisiva de sua história.

   “Meu pai morreu quando eu tinha 1 ano. Minha mãe quando eu tinha 9 anos. Eu fui ao enterro, não me lembra mais a sensação. Foi aquele momento que você nem percebe muito bem o que está acontecendo. Mas aí eu voltei pra uma casa em que eu estava morando [...], de um tio pobre, funcionário público, e eu me meti então embaixo da cama [...] e aí eu chorei feito um desesperado, não tinha pai, não tinha mais ninguém, eu vivia emprestado numa casa, entende? De repente me veio uma tranquilidade depois de eu chorar não sei quanto tempo, ninguém viu isso, e veio um sentimento que mais tarde eu defini como “a paz da descrença”. A descrença me trouxe uma paz absoluta. O sentimento meu a partir daí, e depois definitivamente concretizado, é que “sou eu e o destino, não tem nenhum intermediário”, “não há interface”.

   Assumindo-se como sujeito efetivo de sua história, Millôr salvou-se do afogamento mortal puxando-se pelos próprios cabelos. A partir daí, se afirmou como escritor, tradutor e como um dos analistas e intérpretes mais críticos deste país. A ‘paz da descrença’, paradoxalmente, aguçou sua lucidez inconformada e aquele seu humor implacável que põe a nu as encenações políticas e nossas hipocrisias pessoais. Lucidez, crítica e humor constituem, como se sabe, uma combinação fulminante.

(Vicente Rui Caldeira, a publicar)

Considere as seguintes orações:

I. O menino perdeu seus pais.

II. A perda dos pais desesperou o menino.

III. O menino encontrou a paz da descrença.

Essas orações articulam-se com clareza, correção e coerência no seguinte período único:

  • A

    A paz da descrença foi assumida pelo menino que se desesperara com a perda dos pais.

  • B

    Porquanto encontrasse a paz da descrença, o menino se desesperou com a perda dos pais.

  • C

    A perda dos pais levou o menino ao desespero característico da paz da descrença.

  • D

    Conquanto se haja desesperado, o menino obteve a paz na descrença da perda dos pais.

  • E

    Embora perdesse os pais, o menino se desesperou até que achasse a paz da descrença.