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O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para integrar corretamente a frase:


28870|Português|superior

A chama é bela

         Nos anos 1970 comprei uma casa no campo com uma bela lareira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a experiência do fogo, da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente novo. E percebi que quando a lareira estava acesa eles deixavam a televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos como um programa televisivo.

     O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do inflamar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o fogo pode ser a luz ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar o Sol (o calor do fogo remete ao calor do Sol), mas devidamente amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos obriga a imaginar coisas sem nome...

        O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou azulada da raiz à chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido, a natureza do fogo é ascensional, remete a uma transcendência e, contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no coração da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida, mas é também experiência de seu apagar-se e de sua contínua fragilidade.

(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 54-55)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para integrar corretamente a frase:

  • A

    Mais que os esquemas fixos dos programas de TV (atrair) as crianças o espetáculo da lareira.

  • B

    Sempre (haver), por conta dos poderes do fogo, as metáforas que o fazem representar nossas paixões.

  • C

    Não (convir) aos espectadores do fogo fixar-se demoradamente em suas luzes que podem enceguecê-los.

  • D

    No fogo (convergir), como espetáculo que é, as propriedades do brilho físico e as do estatuto metafórico.

  • E

    Aos múltiplos apelos do fogo (atender) nosso olhar aberto para o eterno espetáculo que suas chamas constituem.