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No poema, o eu lírico recorre a um enunciado paradoxal no seguinte verso:


27899|Português|superior

Esta velha angústia,

Esta angústia que trago há séculos em mim,

Transbordou da vasilha,

Em lágrimas, em grandes imaginações,

Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,

Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.

Transbordou.

Mal sei como conduzir-me na vida

Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!

Se ao menos endoidecesse deveras!

Mas não: é este estar-entre,

Este quase,

Este poder ser que...,

Isto.

Um internado num manicômio é, ao menos, alguém.

Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.

Estou doido a frio,

Estou lúcido e louco,

Estou alheio a tudo e igual a todos:

Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura

Porque não são sonhos.

Estou assim...

(Fernando Pessoa. Obra poética. Rio de Janeiro:

Editora Nova Aguilar, 1997)

No poema, o eu lírico recorre a um enunciado paradoxal no seguinte verso:

  • A

    Mal sei como conduzir-me na vida (2ª estrofe).

  • B

    Esta velha angústia, (1ª estrofe).

  • C

    Estou lúcido e louco, (3ª estrofe).

  • D

    Um internado num manicômio é, ao menos, alguém. (3ª estrofe).

  • E

    Estou assim... (3ª estrofe).