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Há no poema um contraste entre


27113|Português|médio

Atenção

: A questão refere-se ao poema abaixo.

                              Balõezinhos

Na feira-livre do arrabaldezinho

Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:

  • “O melhor divertimento para as crianças!"

Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,

Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.

No entanto a feira burburinha.

Vão chegando as burguesinhas pobres,

E as criadas das burguesinhas ricas,

E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.

Nas bancas de peixe,

Nas barraquinhas de cereais,

Junto às cestas de hortaliças

O tostão é regateado com acrimônia.

Os meninos pobres não veem as ervilhas tenras,

Os tomatinhos vermelhos,

Nem as frutas,

Nem nada.

Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos de cor são a única

                                       [mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.

O vendedor infatigável apregoa:

  • “O melhor divertimento para as crianças!"

E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo

                                                            [inamovível de desejo e espanto.

                                                                                        Manuel Bandeira

Há no poema um contraste entre

  • A

    os produtos que os adultos veem como necessários na feira, dispostos a comprá-los pelo menor preço possível, e os balões coloridos, o único artigo à venda que os meninos pobres consideram essencial, sem terem condições de adquiri-lo.

  • B

    a agitação das crianças em torno do vendedor de balões e a tranquilidade com que os adultos caminham por entre as bancas onde estão expostos os diversos produtos e mercadorias que ali foram adquirir.

  • C

    as mulheres pobres, que vão à feira dispostas a regatear até a última de suas moedas, e as mulheres ricas, que comprarão todos os produtos sem pechinchar e que talvez acabem levando balõezinhos coloridos para os filhos, que ficaram em casa.

  • D

    o vendedor de balões, que não para de divulgar em voz alta as qualidades de sua mercadoria, e os vendedores de frutas e verduras, que ficam calados à espera de que as pessoas manifestem interesse por seus produtos.

  • E

    os meninos pobres, que olham para os balõezinhos com grande desejo de obtê-los, mas sem condições de adquiri-los, e os meninos ricos, que mal prestam atenção ao vendedor de balões, mas que talvez acabem por comprá-los ao final da feira.