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Na análise que faz da situação do trabalho no Brasil, o editorial enfatiza


23901|Português|médio

Leia o texto para responder à questão.

Trabalho a preservar

        São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo do ano passado, divulgados pelo IBGE.

          Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16.

        Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais – que, embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos.

        As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%.

        Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos.

        Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado.

(Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado)

Na análise que faz da situação do trabalho no Brasil, o editorial enfatiza

  • A

    a desvalorização excessiva do rendimento médio do trabalhador, que acompanha o recrudescimento do desemprego, como mostram dados de 2020, 2021 e 2022.

  • B

    o aumento das vagas de emprego nos últimos dois anos, pontuando que a participação de jovens no mercado de trabalho vem sendo maior e propiciando ascensão social.

  • C

    a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, ainda que a recuperação tenha sido mais difícil para elas do que para outros segmentos da sociedade.

  • D

    a melhora da economia brasileira nos últimos 3 anos, dando cabo ao fantasma do desemprego que rondava as famílias e à desvalorização dos salários dos trabalhadores.

  • E

    a queda expressiva do desemprego ao final de 2022, na comparação com os anos de 2021 e 2020, ressalvando, porém, que o cenário ainda é marcado por muitas desigualdades.