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A divisão internacional do trabalho significa que alguns países se especializam em ganhar e outros em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos Améri...


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A divisão internacional do trabalho significa que alguns países se especializam em ganhar e outros em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se aventuraram pelos mares e lhe cravaram os dentes na garganta. Passaram-se os séculos e a América Latina aprimorou suas funções. Ela já não é o reino das maravilhas em que a realidade superava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus da conquista, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como serviçal, continua existindo para satisfazer as necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, de cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que, consumindo-os, ganham muito mais do que ganha a América Latina ao produzi-los.

(GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Porto Alegre: L&PM, 2010. p. 10.)

Sobre a afamada obra 'As veias abertas da América Latina' (1971), do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015), é corretor afirmar que

  • A

    descreve como as elites latino-americanas têm historicamente protegido os direitos dos povos indígenas e promovido a justiça social, garantindo que a riqueza natural da região beneficie toda a população de maneira equitativa.

  • B

    defende a ideia de que o neoliberalismo e as políticas de livre mercado são as soluções ideais para os problemas econômicos e sociais da América Latina, exaltando os acordos de livre comércio e a privatização dos recursos naturais.

  • C

    trata da exploração histórica, econômica e social da América Latina por potências estrangeiras, destacando os impactos negativos do colonialismo e do imperialismo na região.

  • D

    propõe que a colonização europeia trouxe progresso desenvolvimento sustentável para a e América Latina, argumentando que a região se beneficiou amplamente dos sistemas econômicos impostos pelas potências coloniais.

  • E

    celebra o desenvolvimento econômico da América Latina, atribuindo o crescimento da região à ajuda e investimentos contínuos das potências estrangeiras, destacando os benefícios trazidos pelo colonialismo.