O pronome contigo, na última estrofe do poema, está empregado
Nana para Glaura
Dorme como quem
porque nunca nascida
dormisse no hiato
entre a morte e a vida.
Dorme como quem
nem os olhos abrisse
por saber desde sempre
quanto o mundo é triste.
Dorme como quem
cedo achasse abrigo
que nos meus desabrigos
dormirei contigo.
José Paulo Paes
(
Prosas seguidas de Odes mínimas
S.Paulo, Cia. das Letras,
1992, p.37)
O pronome contigo, na última estrofe do poema, está empregado