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Ao ouvir as notícias, a alguns quilômetros dali, D. João mandou fechar todas as janelas do palácio São Cristóvão, como fazia em noites de trovoadas. (1o pará...


140962|Português|médio

Os ecos da Revolução do Porto haviam chegado

ao Brasil e bastaram algumas semanas para inflamar os

ânimos dos brasileiros e portugueses que cercavam a

corte. Na manhã de 26 de fevereiro, uma multidão exigia

a presença do rei no centro do Rio de Janeiro e a

assinatura da Constituição liberal. Ao ouvir as notícias, a alguns

quilômetros dali, D. João mandou fechar todas as janelas

do palácio São Cristóvão, como fazia em noites de trovoadas.

Pouco depois chegou o Príncipe D. Pedro, que

passara a madrugada em conversas com os rebeldes.

Vinha buscar o rei. D. João estava apavorado com a

lembrança da ainda recente Revolução Francesa. Apesar do

medo, D. João embarcou na carruagem que o aguardava

e seguiu para o centro da cidade. A caminho, no entanto,

percebeu que, em lugar de ofensas e gritos de protestos,

a multidão aclamava seu nome. Ao contrário do odiado

Luís XVI, o rei do Brasil era amado e querido pelo povo

carioca.

(Adaptado de Laurentino Gomes,

1808

. São Paulo:

Planeta, 2007)

Ao ouvir as notícias, a alguns quilômetros dali, D. João mandou fechar todas as janelas do palácio São Cristóvão, como fazia em noites de trovoadas. (1o parágrafo)

Com a afirmativa acima, o autor

  • A

    exprime uma opinião pessoal taxativa a respeito da atitude do rei diante da iminência da Revolução do Porto.

  • B

    critica de modo inflexível a atitude do rei, que, acuado, passa o poder para as mãos do filho.

  • C

    demonstra que o rei era dono de uma personalidade intempestiva, que se assemelhava a uma chuva forte.

  • D

    sugere, de modo indireto, que o rei havia se alarmado com a informação recebida.

  • E

    utiliza-se de ironia para induzir o leitor à conclusão de que seria mais do que justo depor o rei.