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O autor defende em seu texto uma tese central: nas atividades em grupo,


136551|Português|superior

Uns e outros

Trabalhar em grupo é uma operação tão prestigiada – na escola, no trabalho, no clube – que ninguém a discute. O que é um perigo: as verdades dadas como indiscutíveis costumam paralisar as iniciativas.

Num trabalho em equipe, valoriza-se tanto o sentido do coletivo que a importância do indivíduo pode acabar subestimada. Tal depreciação interfere na produção do grupo – o que nos leva à óbvia conclusão de que o sucesso de um trabalho em equipe supõe a satisfação individual. Reconhecer o rosto de cada membro num time de verdade não é ceder a algum nefasto individualismo: é saber reconhecer e identificar o valor de cada sujeito.

É comum ouvir-se a respeito de um jogo de vôlei, no qual o Brasil se destaca: “A seleção brasileira não está jogando bem porque está jogando sem alegria". Há aqui uma grande verdade: faltando a cada um dos jogadores essa força subjetiva, da vontade alegre e determinada, o grupo todo se ressente e joga mal. Não se trata de falta de técnica ou de tática, que costumam sobrar em nossa seleção de vôlei: trata-se do súbito arrefecimento daquela chama interior que, em qualquer atividade em grupo, promove a motivação do indivíduo à motivação do grupo, da qual resultará um reforço ainda maior para o desempenho individual.

(Nestor Correa Lima, inédito)

O autor defende em seu texto uma tese central: nas atividades em grupo,

  • A

    o que de fato importa é a sensação individual de que o trabalho esteja sendo bem conduzido.

  • B

    a interação entre os indivíduos não depende da disposição de cada um, mas de todo o conjunto.

  • C

    a força do trabalho coletivo é basicamente determinada pelo ânimo do empenho individual.

  • D

    a falta de disposição do conjunto acaba acarretando o arrefecimento do empenho individual.

  • E

    o valor maior de um trabalho coletivo está em absolutizar a importância do prazer individual.