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No poema, o poeta compara sua vida à de Robinson Crusoé. A que conclusão ele chega?


121503|Português|médio

INFÂNCIA

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

Minha mãe ficava sentada cosendo.

Meu irmão pequeno dormia.

Eu sozinho menino entre mangueiras

lia a história de Robinson Crusoé,

comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

a ninar nos longes da senzala — e nunca se esqueceu

chamava para o café.

Café preto que nem a preta velha

café gostoso

café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo

olhando para mim:

— Psiu… Não acorde o menino.

Para o berço onde pousou um mosquito.

E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava

no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história

era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 13.

No poema, o poeta compara sua vida à de Robinson Crusoé. A que conclusão ele chega?

  • A

    A história de Robinson Crusoé era mais bonita do que a dele.

  • B

    O poeta considera que Crusoé tinha uma vida bem mais feliz do que a dele.

  • C

    Enquanto Robinson Crusoé era solitário, o poeta era rodeado de amigos.

  • D

    Sua vida tranquila ao lado de sua família tinha mais beleza do que as aventuras de Robinson Crusoé.

  • E

    Ambos viviam grandes aventuras.