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A respeito do texto 3, pode-se afirmar que:


121502|Português|médio

INFÂNCIA

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

Minha mãe ficava sentada cosendo.

Meu irmão pequeno dormia.

Eu sozinho menino entre mangueiras

lia a história de Robinson Crusoé,

comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

a ninar nos longes da senzala — e nunca se esqueceu

chamava para o café.

Café preto que nem a preta velha

café gostoso

café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo

olhando para mim:

— Psiu… Não acorde o menino.

Para o berço onde pousou um mosquito.

E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava

no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história

era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 13.

A respeito do texto 3, pode-se afirmar que:

  • A

    o poeta relembra sua vida tranquila durante a infância, quando morava com sua família em uma fazenda.

  • B

    o poeta não tem boas lembranças de sua infância pois sempre ficava sozinho em casa.

  • C

    no poema são apresentadas situações corriqueiras de uma criança quando ia passar férias em uma fazenda.

  • D

    a infância do poeta se caracterizava por uma rotina com muitos afazeres.

  • E

    a lembrança de uma cena familiar não trouxe boas recordações ao poeta.