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De acordo com o texto, a nova redação dada à lei seca


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O trânsito brasileiro, há muito tempo, tem sido responsável por verdadeira carnificina. São cerca de 40 mil mortes a cada ano; quase metade delas, segundo especialistas, está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.

Não é preciso mais do que esses dados para justificar a necessidade de combater a embriaguez ao volante. Promulgada em 2008, a chamada lei seca buscava alcançar precisamente esse objetivo. Sua aplicação, porém, vinha sendo limitada pelos tribunais brasileiros.

O problema estava na própria legislação, segundo a qual era preciso comprovar “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” a fim de punir o motorista bêbado.

Tal índice, contudo, só pode ser aferido com testes como bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o condutor que recusasse os procedimentos dificilmente seria condenado.

Desde dezembro de 2012, isso mudou. Com nova redação, a lei seca passou a aceitar diversos outros meios de prova - como testes clínicos, vídeos e depoimentos. Além disso, a multa para motoristas embriagados passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40.

De acordo com o texto, a nova redação dada à lei seca

  • A

    busca coibir a embriaguez ao volante independentemente das decisões dos tribunais que, em geral, aplicam pesadas multas aos infratores.

  • B

    torna-a mais rígida, o que é positivo, já que as estatísticas confirmam a necessidade de se combater a embriaguez ao volante.

  • C

    aceita novos tipos de prova e implica multa menos onerosa aos motoristas embriagados, atendendo melhor às necessidades do trânsito brasileiro.

  • D

    endurece as ações contra os motoristas embriagados, o que é um contrassenso, levando em consideração o perfil do motorista brasileiro.

  • E

    faz com que ela tenha menos probabilidade de ser posta em prática, pois dificilmente um condutor vai produzir prova contra si mesmo.