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Com base no texto de Popper, conclui-se que:


111993|Português|superior

Texto 2

         No mundo, tal como a Física o descreve, nada pode ocorrer que seja verdadeira e intrinsecamente novo. Inventar-se-á, talvez, um novo engenho, mas sempre será possível, através da análise, ver nele uma nova combinação de elementos que serão isto ou aquilo, mas não serão novos. Novidade, em Física, é simples novidade de arranjos e combinações. Em oposição a esse ponto, insiste o historicismo, a novidade social, assim como a novidade biológica, é espécie intrínseca de novidade. É novidade real, irredutível ao novo dos arranjos. Na vida social, os mesmos velhos fatores, postos em arranjo novo, nunca são realmente os mesmos velhos fatores. Onde nada se pode repetir com exatidão, a novidade real estará sempre emergindo. E sustenta-se que esse é um significativo traço a ter em conta quando se focaliza o desenvolvimento de novos estágios ou períodos da História, cada um dos quais diferirá intrinsecamente de qualquer outro.

POPPER, K. A miséria do historicismo. Disponível em: < http://www.scribd.com/doc/11026499/Karl-Popper-A- Miseria-Do-Historicismo>. Acesso em: 01/10/2010. Fragmento.

Com base no texto de Popper, conclui-se que:

  • A

    as novidades sociais, ao contrário das leis da Física, são extrínsecas.

  • B

    na dimensão biológica, o novo não é realmente novo, mas apenas rearranjo de fatores antigos.

  • C

    no mundo, tão somente a novidade social é verdadeira e intrinsecamente nova.

  • D

    na perspectiva do historicismo, a novidade social é novidade real, irredutível ao novo dos arranjos.