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...de um outro galo que apanhe o grito... O verbo que se encontra conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está presente nos seguintes ...


100385|Português|superior

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo* para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

*neologismo

João Cabral de Melo Neto

(A educação pela pedra, Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,

  1. p. 345)

...de um outro galo que

apanhe

o grito...

O verbo que se encontra conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está presente nos seguintes versos de João Cabral de Melo Neto, retirados de Morte e Vida Severina:

  • A

    Por onde andará a gente / que tantas canas cultiva?

  • B

    Os rios que correm aqui / têm a água vitalícia...

  • C

    Quem sabe se nesta terra / não plantarei minha sina?

  • D

    só morte tem encontrado / quem pensava encontrar vida...

  • E

    primeiro é preciso achar / um trabalho de que viva.