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Decreto 11123 de 7/7/2022

Delega competência para a prática de atos administrativo-disciplinares.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput , incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e no art. 9º, caput , incisos II e III, da Lei nº 9.986, de 18 de julho de 2000, DECRETA : Objeto e âmbito de aplicação
Brasília, 7 de julho de 2022; 201º da Independência e 134º da República

Art. 1º

Este Decreto dispõe sobre a delegação de competência em matéria administrativa-disciplinar no âmbito dos órgãos e das entidades da administração pública federal.

Art. 2º

Ressalvadas as hipóteses previstas no art. 4º, fica delegada a competência aos Ministros de Estado e ao Presidente do Banco Central do Brasil para:

I

o julgamento de processos administrativos disciplinares e a aplicação de penalidades, nas hipóteses de:

a)

demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores; e

b)

destituição ou conversão de exoneração em destituição de ocupante de Cargo Comissionado Executivo - CCE-15 ou CCE-16 ou equivalente ou de cargo ou função de Chefe de Assessoria Parlamentar; e

II

a reintegração de ex-servidores em cumprimento de decisão judicial ou administrativa.

Parágrafo único

O Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República exercerá a competência de que trata o caput para os órgãos diretamente subordinados ao Presidente da República cujos titulares não sejam Ministros de Estado.

Art. 3º

Poderá haver subdelegação das competências de que trata o art. 2º:

I

aos ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança de nível mínimo igual a CCE-17;

II

aos dirigentes máximos singulares das autarquias e fundações, se houver unidade correcional instituída na respectiva entidade; e

III

aos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, pelo Ministro de Estado da Defesa.

Art. 4º

Fica delegada a competência ao Ministro de Estado da Controladoria-Geral da União para julgar os procedimentos disciplinares e aplicar as penalidades cabíveis no caso de atos praticados, no exercício da função, pelos ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança de nível equivalente a CCE-17 ou superior.

Parágrafo único

O Ministro de Estado da Controladoria-Geral da União poderá subdelegar a competência de que trata o caput apenas a ocupante de cargo em comissão ou de função de confiança de nível equivalente a CCE-17 ou superior.

Art. 5º

As delegações e subdelegações de que trata este Decreto não afastam a necessidade de aplicação de outras normas sobre a matéria ou a necessidade de prévia manifestação do órgão de assessoramento jurídico.

Art. 6º

Caberá pedido de reconsideração à autoridade que houver proferido a decisão com fundamento nas delegações ou subdelegações previstas neste Decreto.

Parágrafo único

O pedido de que trata o caput não poderá ser renovado.

Art. 7º

Não caberá interposição de recurso hierárquico ao Presidente da República ou ao Ministro de Estado em face de decisão proferida em processo administrativo disciplinar proferida com fundamento nas delegações ou subdelegações previstas neste Decreto.

Art. 8º

Caberá à Controladoria-Geral da União dirimir dúvidas sobre a aplicação do disposto neste Decreto e a edição de atos complementares necessários à sua execução.

Art. 9º

Ficam revogados:

I

o Decreto nº 3.035, de 27 de abril de 1999;

II

o Decreto nº 8.468, de 17 de junho de 2015 ;

III

o art. 2º do Decreto nº 9.533, de 17 de outubro de 2018 ;

IV

o Decreto nº 10.156, de 4 de dezembro de 2019;

V

o art. 6º do Decreto nº 10.789, de 8 de setembro de 2021 ; e

VI

o art. 8º do Decreto nº 10.827, de 30 de setembro de 2021 .

Art. 10º

Este Decreto entra em vigor em 1º de agosto de 2022.

JAIR MESSIAS BOLSONARO Wagner de Campos Rosário