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Artigo 14, Parágrafo 2, Inciso I da Resolução CNJ 647 de 26 de Setembro de 2025

Dispõe sobre o acesso a dados pessoais constantes dos sistemas informatizados do Conselho Nacional de Justiça.


Art. 14

A concessão de acesso a bases de dados pessoais mantidas pelo CNJ observará o procedimento e os critérios essenciais fixados neste artigo e dependerá de decisão da autoridade competente.

§ 1º

O pedido será protocolado em formulário padronizado estabelecido pela Presidência após oitiva do Comitê Gestor da Lei Geral de Proteção de Dados e conterá, no mínimo:

I

identificação do requerente e comprovação de competência legal;

II

finalidade específica e determinada e respectiva base legal (arts. 7º e 11 da LGPD);

III

escopo do acesso, com informações sobre categorias de dados, volume, período, periodicidade e mecanismo pretendido;

IV

indicação de titulares e de eventual tratamento de dados sensíveis;

V

medidas de segurança propostas, prazos de retenção e forma de exclusão/anonimização ao término;

VI

informação sobre compartilhamentos subsequentes, transferência internacional e envolvimento de operadores e suboperadores;

VII

justificativa de necessidade e minimização e avaliação preliminar de riscos; e

VIII

enquadramento, quando for o caso, no rito prioritário previsto no art. 15, § 1º, desta Resolução.

§ 2º

O pedido será instruído com manifestações:

I

da unidade interna responsável pelo tratamento dos dados solicitados;

II

do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais sobre a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais;

III

do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação sobre arquitetura, segurança, integração, controles e outros aspectos técnicos;

§ 3º

A concessão, quando deferida, delimitará o escopo do acesso, o mecanismo técnico, quotas e limites de taxa, níveis de resposta, logse trilhas de auditoria, prazos de retenção, obrigações de segurança, proibição de repasse a terceiros e, quando couber, alocação de custos operacionais nos termos do art. 12, III, desta Resolução.

§ 4º

O deferimento ficará, quando aplicável, condicionado à celebração de instrumento jurídico nos termos do art. 19 desta Resolução.

§ 5º

A Presidência poderá editar normas complementares para detalhar aspectos operacionais do procedimento, sem prejuízo dos critérios fixados neste artigo.